Kubrick Que Me Perdoe (reeditado)
13/04/2010
Certa vez, um amigo, um pouco mais velho, numa inflamada discussão de boteco sobre cinema, disse que o problema da minha geração era que só sabia criticar e não tinha critério pra definir o que gosta. Em seguida veio a pergunta: “Quais são seus diretores prediletos”. No dia eu não soube responder. Ele tinha razão.
Muitos anos depois eu consegui pensar em meus diretores prediletos. Quando eu comecei a planejar esse post eu pensei que uma lista de cinco bastaria. Ledo engano. A tarefa se tornou difícil e preferi fazer um Top Ten, deixando de fora vários diretores de filmes que adoro. Bom, o mais legal foi que aquela discussão de boteco me fez refletir sobre meus conceitos estéticos e narrativos, e a identificar o que eu realmente gosto no cinema. Sim, sou da geração MTV. Kubrick que me perdoe…
TOP TEN (não necessariamente nessa ordem, mas acho que o Jeunet continuaria em primeiro)
01 – Jean Pierre Jeunet

Delicatessen – Jean Pierre Jeunet
02 –
Wes Anderson

Sequência de abertura do “The Darjeeling Limited” de Wes Anderson
03 - Emir Kusturica

Blue Gypsy
04 – Tim Burton

Big Fish – Tim Burton (esse é o filme do Tim com mais cara de Danny)
05 – Terry Gilliam

Brazil, o Filme – Terry Gilliam
06 – Wong Kar Wai

Amor a Flor da Pele
07 – Joel Coen & Ethan Coen

Fargo – Brothers Coen
08 –
Danny Boyle

Trainspotting – Danny Boyle
09 -Michel Gondry

Human Nature – Michel Gondry
10 – Jim Jarmusch

Ghost Dog – Jim Jarmusch
O critério mais importante pra fazer essa lista é a filmografia desses diretores e como elas me influenciam.
Em algum momento vou tentar falar mais sobre cada um deles individualmente.
Show de Irregularidades do Intervalo
12/04/2010
Campanha criada pela agência AQuatro, para o Governo do Estado do Espírito Santo, brinca com universo futibolístico para discutir um tema sério: Segurança no Transito.
Rodados na cidade de São Paulo e na velha estrada de Santos, foram meu debut como diretor aqui na Paulicéia Desvairada.
A produção é da Guaraná Filmes e a pós produção foi da O2.
Show de Irregularidades do Intervalo – Filme 01

Show de Irregularidades do Intervalo – Filme 02

Show de Irregularidades do Intervalo – Filme 03

[]’s
visite: www.tiagoalves.com
Narrativas de Papel
24/02/2010
A primeira vez que eu vi um trabalho de Jamie Caliri, Dragon, meu olhar estava muito voltado pra motion graphics quanto a narrativas visuais.
Fiquei imprecionado com o poder estético e com a fluidez que uma cena se transformava na outra com um explosão de estímulos visuais, e principalmente pela narrativa precisa da história contada.
Dragon – United Airlines
Mas foi só quando, por acaso, eu encontrei o making off do comercial da United Airlines, que minha mente realmente explodiu. Toda a beleza visual, que pra mim tinha sido criada em layouts digitais animados em programas como After Effects, era na verdade fruto de uma animação stop-motion minunsiosamente elaborada. Cenários e personagens todos criados em papel recortado. Toda a sequência narrativa fotografada quadro a quadro. Assistir ao making off foi tão exepecional quanto assitiar ao próprio filme que teve sua primeira exibição no Super Bowl de 2006.
Em 2009, Jamie, ganhou um Emmy pela abertura da série de TV United States of Tara. Um bélissimo trabalho de stop-motion onde a toda a narrativa se passa dentro de um livro de pop-up.
United States of Tara – Title Sequence
Jamie Caliri, além de produzir outro comercial pra campanha da United Airlines, produziu também os créditos de encerramento de Madagascar 2 – Escape to Africa e Lemony Snicket’s A Series of Unfortunate Events, também usando técnicas de recorte de pepal e stop-motion.
Em entrevista ao site Forguet the Film Watch the Titles, Jamie fala de seu processo criativo, da importância da narrativa cinematográfica no seu trabalho e a simplicidade de sequências de abertura que inspiram seu trabalho.
Entrevista com Jamie Caliri
Pidão – SeFaz ES
02/02/2010
Com mais um roteiro ousado e divertido da agência MP, para a Secretaria da Fazenda do Governo do Espirito Santo (SeFaz), tive a oportunidade de fazer o tipo de filme que mais gosto: Humor, atuação e direção de arte.
“Pedido” é um filme que conta a história de um “pidão”. Um cara que pede as coisas mais inconvenientes nos momentos mais inoportunos e esquece de pedir as coisas essenciais.
Pra produção desse filme contei mais uma vez com a habilidade e criatividade de Ana Paula Cardoso, Diretora de Arte e o Diretor de Fotografia Roberto Saúde, pra criar um visual kitsch/retrô. Mais uma vez utilizei a Canon 5D MarkII. Além da divertida atuação de Paulo Tiefenthaler, do Larica Total, e um bom elenco de apoio. A produção foi da Cinerama Brasilis do Rio de Janeiro, e trilha composta pela Silence, também do rio.
Esse filme foi selecionado e exibido no site do CCSP (Clube de Criação de São Paulo)
[]’s
A série infatil Dango Balango, a qual eu tive o prazer de dirigir, durante três anos, três temporadas, acaba de conquistar o 1º Lugar na 11ª Premiação de Arquitetura do Instituto dos Arquitetos do Brasil – IAB / MG. Na Categoria Obras Construídas: Projetos Especiais. A Direção de Arte e Cenografia é da arquiteta Bruna Cristhofaro.
Nada mais justo doque o primeiro prêmio do Dango Balango ser o de cenografia. Eu costumava dizer que 90% do Dango era direção de arte. Criar um universo próprio para que os personagens pudessem viver. Com suas próprias leis físicas e sobre tudo com sua própria estética.
Dango Balango é o primeiro programa infantil da Rede Minas de Televisão. É um programa de teledramaturgia produzido e exibido pela Rede Minas, está em sua 3ª Temporada e é exibido também pela TV Cultura e TV Rá Tim Bum. A partir de 2010 estará também na TV Brasil.
Papai Noel e a 5D Mark II
14/12/2009
Nesse fim de ano tive a oportunidade de dirigir 4 filmes utilizando a Canon 5D Mark II comercialmente.

Cupon – Natal Shopping Cidade
Gostei muito de fazer esse filme pra Solution onde a magia do Natal vem acompanhada de uma pegada de bom humor.
A produção foi da Alterosa Cinevideo e direção de fotografia de Roberto Saúde.
Sapatinho – Natal Shopping Vitória
Produzido pela Vitória Videos e fotografia de Leo Ferreira a criação é da A Quatro, também de Vitória.
Os dois filmes foram rodados a 30p e convertidos com o Cinema Tools pra 24p.
Na produção do filme Cupon, do Shopping Cidade, conseguimos criar um bom set up de trabalho pra Mark II, em parceria com a Cambalhota Cinema Digital. Utilizamos lentes Nikon, e dois monitores com entrada HDMI para monitoração, além do followfocus e para sol da Zacuto
Espero que gostem!
[]’s


A vida de um ser humano…
30/08/2009
A agência MP, me chamou para dirigir o filme “Ser Humano” para comemorar os 30 anos da Unimed Vitória.

O filme, um dos melhores roteiros com que já trabalhei, foi produzido pela Cinerama Brasilis.
Além da ótima atuação de Mario Hermeto, o filme foi fotografado por Roberto Saúde e a direção de arte de Ana Paula Cardoso.
A trilha e sound design da Silence, também do Rio.
SER HUMANO – UNIMED 30 ANOS
Dango Balango 3ª Temporada
17/08/2009
Finalmente eu consegui editar um clipe com alguns momentos dos 13 episódios que dirigi na 3ª temporada do Dango Balango.
Pra quem não conhece o Dango Balango é uma série infantil de bonecos, produzida pela Rede Minas.
Os bonecos foram criados e manipulados pelo grupo Giramundo, além de contar com grandes atores mineiros fazendo as vozes dos personagens.
Durante 3 anos eu dirigi três temporadas, 61 episódios. As duas primeiras temporadas eu dividi a direção da série, que contava com inúmeros quadros, com o Hudson Vianna. Conforme os bonecos forma ganhando espaço, acabei dirigindo sozinho a série já que eu sempre dirigi a trama e as aventuras enquanto o Hudson dirigia outros quadros do programa.
DANGO BALANGO 3ª TEMPORADA
[]’s
Dia dos Pais Shopping Praia da Costa
03/08/2009
Mais um comercial que eu dirigi da série das datas especiais do Shopping Praia da Costa de Vitória.
Direção Tiago Alves, fotografia de Leo Ferreira e produção da Brokolis.
Esse filme foi rodado com a Red One.
A Insustentável Leveza do Mercado Financeiro
13/07/2009
Fake é o nome do filme que a agência Venables Bell & Partners criou para o Barclays Bank.
A idéia era mostrar como a fragilidade de um mercado especulativo precisa de instituições financeiras consolidadas.
Bom, o que me fez gostar desse filme é que me divirto toda vez que a publicidade mostra como realmente a “máquina” funciona e como o mundo capitalista é de fato frágil.
O filme foi dirigido por Nicolai Fuglsig, produzido pela MJZ e pós-produção da The Mill.
Esse filme também me lembrou uma tirinha do Laerte, que me inspirou pro nome do post.
[]’s














